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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

eu sou minha

não calar, mas gritar, quando mãos que eu não desejo me tocar. não sorrir querendo chorar, quando aparecer o sorriso que eu não quero retribuir, mas tenho que dar. não temer, no andar, no vestir ou no calçar. e não ter medo de ser, livre e voar. não desviar o olhar invasivo que ultrapassa o corpo e mexe com cada sentimento meu. não sofrer dez anos depois pelo abuso que sofreu. sonhar com emponderamento. e poder, sem ponderar, fazer o que desejar. e gritar, novamente, cada vez mais alto, até alguém me escutar que ninguém vai me parar. e acreditar que o machista opressor não passará.